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Ahetu mu Kulonga
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Landa Sebastião Quibata

Entre o Silêncio e a Sublimação: a Coordenadora Psicopedagógica que Aprendeu com a Poesia a Ler o que os Alunos não conseguem Dizer

No âmbito da campanha Ahetu mu Kulonga — Mulheres na Educação, a Angola Aprende conversou com Landa Sebastião Quibata, professora de Psicologia e Coordenadora Adjunta do Gabinete de Apoio Psicopedagógico do Liceu n.º 382 — Panguila, no Bengo. O seu percurso cruza a psicologia, a educação e a poesia — e é nessa intersecção que encontrou a sua forma mais poderosa de trabalhar: usar a linguagem artística para aceder ao que os instrumentos formais não conseguem captar. Membro do Movimento Literário e Artístico Lev’arte-Bengo, onde coordena a área académica a nível provincial, defende que liderar é influenciar para o bem comum — e que as mulheres não querem ser marionetes nem números: querem voz e influência.

Nesta entrevista, Landa fala sobre a estudante que falou durante uma hora sem parar e saiu agradecida por ter sido ouvida, sobre os alunos que chegam à escola com fome, sobre a diferença entre ouvir e escutar — e sobre a convicção de que as mulheres não querem ser marionetes nem números, querem voz e influência.

A sua trajectória cruza o ensino, a psicologia e o acompanhamento psicopedagógico. Em que momento percebeu que educar também significava cuidar emocionalmente dos estudantes?

Landa Sebastião Quibata: Percebi que educar também é cuidar emocionalmente do estudante no contacto directo com a realidade da sala de aula e, sobretudo, no atendimento no Gabinete de Apoio Psicopedagógico. Foi nesse momento que comecei a olhar para o aluno para além do conteúdo académico — compreendi que ele é, antes de tudo, um ser humano, com necessidades, expectativas, medos, frustrações e realidades que, muitas vezes, não chegam à sala de aula de forma explícita.

No exercício da minha função, fui percebendo que nem todos os dias o estudante está emocionalmente disponível para aprender. Ele enfrenta pressões psicológicas, problemas familiares, dificuldades financeiras e sociais, e até questões afectivas. Tudo isso impacta directamente o seu comportamento, a sua motivação e, consequentemente, o seu rendimento escolar. Foi nesse momento que consolidei que, no processo de ensino e aprendizagem, quando não há motivação, dificilmente há atenção, concentração e retenção da informação. E, sem isso, não há aprendizagem.

Essa consciência levou-me a repensar a minha postura enquanto professora. Passei a valorizar mais a escuta, a observação e a compreensão do estudante na sua totalidade. Porque, muitas vezes, por trás de um comportamento considerado desinteressado ou indisciplinado, existe um emocional fragilizado que precisa de atenção. Hoje, tenho a convicção de que cuidar do lado emocional do estudante não é um complemento do ensino, mas uma condição essencial para que a aprendizagem aconteça.

Quando pensas no teu percurso até chegares à posição que ocupas hoje, que momentos ou experiências foram decisivos para te preparares para liderar?

Landa Sebastião Quibata: Concordo com Sigmund Freud quando afirma que somos resultado da história da nossa infância. Cresci num ambiente social com vários factores que poderiam afastar-me das normas sociais e impedir-me de sonhar — era um bairro onde não havia muitos modelos a seguir. Entretanto, a educação recebida em casa, sobretudo da minha mãe, foi uma base sólida. A história da minha mãe é a história de uma mulher resiliente — e, mesmo sem conhecer a palavra “resiliência”, eu via nela força e capacidade de superação, o que me permitia conhecer-me melhor e sonhar.

O meu sonho era simples: ser alguém na vida, e isso só seria possível através do estudo. Em casa, gostava de conversar e participar nas discussões dos adultos — e por isso fui apelidada com um nome associado a alguém que fala muito. Eu ficava triste, mas, na minha mente, já me via como uma figura a falar diante de muitas pessoas.

Da 7.ª à 9.ª classe, frequentei cursos que foram fundamentais para ampliar os meus horizontes: Técnicas de Jornalismo, Comunicação e Imagem, Informática e Reportagem, entre outros. Durante todo o percurso escolar, fui indicada ou candidatei-me a funções de delegada ou subdelegada de turma. Participei na Associação de Estudantes desde a 7.ª até à 12.ª classe, exercendo funções como tesoureira, porta-voz, coordenadora do Jornal Mural e secretária para a área de Informação, nas escolas 4074 e no Liceu 4070. Faço também parte do Movimento Literário e Artístico Lev’arte-Bengo, onde já exerci funções de secretária administrativa, coordenadora das relações globais e, presentemente, coordenadora provincial para a área académica.

Todo esse percurso no associativismo contribuiu directamente para a experiência que tenho hoje em liderar e lidar com pessoas. Entendo que liderar não é apenas mandar, mas influenciar e envolver as pessoas para o bem comum — sabendo também colocar ordem quando necessário.

Como Coordenadora Adjunta do Gabinete de Apoio Psicopedagógico e educadora, o que a motivou a assumir essa função de liderança — e que descobertas inesperadas fez sobre si mesma nesse percurso?

Landa Sebastião Quibata: O que me motivou foi o desejo de ser um modelo feminino para outras mulheres que queiram construir o seu percurso. Ainda vivemos as sequelas de um sistema social patriarcal, das tradições, do colonialismo e de instituições educacionais que privilegiavam o homem no centro do poder e da tomada de decisões — e o resultado é que muitas mulheres enfrentam barreiras psicológicas, tanto internalizadas como externas, além da insuficiência de modelos femininos. O desafio de quebrar e superar essas barreiras foi exactamente o que me motivou. Por outro lado, sou uma jovem mulher versátil e gosto de abraçar desafios.

A descoberta inesperada sobre mim, neste percurso, tem sido o desenvolvimento da capacidade de observação e de escuta — práticas que adopto com os meus utentes e que utilizo constantemente nas relações com outras pessoas. O lado menos positivo é que, em algumas situações, a pessoa torna-se compreensiva e paciente em excesso, o que nem sempre é útil, pois algumas pessoas acabam por aproveitar-se disso.

Estar numa posição de liderança significa frequentemente viver no meio — entre o que te pedem de cima e o que é possível fazer no terreno. Como é navegar esse espaço?

Landa Sebastião Quibata: A liderança exige que o líder seja humano, saiba usar os normativos, mas, acima de tudo, seja estratégico. Para além de competências técnicas, precisa de competências relacionais para lidar com pessoas, mediar conflitos e responder às exigências do cargo.

No nosso contexto, isso torna-se ainda mais complexo porque actuamos numa área que não está totalmente regulamentada. Trabalhamos com base no Decreto Presidencial n.º 187/17, de 16 de Agosto de 2017, mas na prática, a nível provincial, passámos a actuar em Gabinetes de Apoio Psicopedagógico — com um alcance ainda mais amplo do que as Salas de Recursos Multifuncionais previstas na lei. Enquanto as Salas de Recursos Multifuncionais atendem alunos com necessidades educativas especiais, os GAPs trabalham com todos os intervenientes do processo educativo — estudantes, professores, pais, encarregados de educação e a Direcção — lidando com casos visíveis e não visíveis, muitas vezes sem as condições necessárias.

Houve um período em que não tínhamos computador — e eu tinha de levar o meu de casa para cumprir as tarefas em tempo útil. Há alunos que saem de casa sem comer e chegam à escola já com fome. Temos registado vários casos de desmaios por fome, e não por questões clínicas. O insucesso de alguns estudantes reflecte a estrutura social em que estão inseridos — e questionar a eficácia dos GAPs sem considerar isso é ignorar a realidade. Ainda assim, temos feito o nosso trabalho e alcançado resultados — e destaco o apoio da Direcção do Liceu n.º 382 – Panguila, que tem demonstrado um grande esforço para garantir, pelo menos, as condições mínimas.

Conta-nos sobre uma vez em que tiveste de implementar uma orientação que sabias, desde o início, que seria difícil ou inadequada para a tua realidade. O que fizeste?

Landa Sebastião Quibata: Não houve muitas situações do género, mas lembro-me de um caso específico: quando apresentei o projecto educativo Comunidade de Leitores, que incluía actividades de incentivo à leitura, concursos trimestrais e outras iniciativas culturais. O projecto foi aprovado internamente — primeiro pelo conselho pedagógico, depois pelo conselho directivo. Antes da implementação, a Direcção sugeriu que o levássemos ao Conselho Provincial. Argumentei que seria mais adequado implementá-lo primeiro na instituição, para verificar os resultados no terreno — só com essa experiência poderíamos apresentá-lo a nível provincial de forma fundamentada. Até ao momento, o projecto ainda não foi implementado na sua totalidade: algumas actividades são realizadas, mas outras, essenciais, não.

Enquanto mulher em funções de coordenação e apoio psicopedagógico, que tipo de liderança acredita ser necessária para humanizar cada vez mais os espaços educativos?

Landa Sebastião Quibata: Os espaços educativos não podem ter como objectivo inicial apenas a humanização — se assim for, corre-se o risco de não cumprir com o rigor da cientificidade, dos princípios didácticos e dos normativos. Os princípios humanos e os normativos devem caminhar juntos. O tipo de liderança a adoptar em qualquer instituição deve ser aquele que responde ao contexto — recorrendo a diferentes estilos e aplicando-os conforme as exigências de cada momento. Nesse sentido, a liderança situacional revela-se a mais assertiva.

Os espaços escolares devem garantir, em primeiro lugar, o ensino com rigor científico e qualidade, sem perder de vista a dimensão educativa e humana. Como nos lembra Paulo Freire: “Ensinar exige rigorosidade metódica, mas também exige respeito à autonomia do educando.” Não há ensino de qualidade sem método — mas também não há educação verdadeira sem consideração pelo ser humano.

No trabalho psicopedagógico, a escuta é fundamental. Acredita que a escuta feminina tem desempenhado um papel particular na mediação de conflitos e no acompanhamento dos estudantes?

Landa Sebastião Quibata: A escuta, mais do que uma habilidade aprendida pela área de formação ou por ser mulher, é um elemento que se desenvolve desde a infância, a partir das práticas educativas no seio familiar. A forma como os pais educam os filhos pode favorecer ou desfavorecer a capacidade de ouvir e escutar o outro — porque há uma diferença entre ouvir e escutar. Se, de forma natural, não aprendemos a ouvir, dificilmente aprenderemos a escutar de maneira genuína.

A questão não é ser mulher ou homem, mas a forma como fomos educados na infância — sobretudo a maneira como as nossas emoções foram validadas. Será que fui ouvida? Enquanto falava, havia alguém disponível para me escutar, sem me interromper? Esse é o ponto central.

Lembro-me de, em 2024, ter recebido uma estudante no GAP. Depois de preencher a ficha, pedi que partilhasse o que a tinha levado até ao nosso espaço. Ela falou durante uma hora, sem parar, e eu não lhe coloquei nenhuma questão. Quando terminou, olhou para o relógio e disse: “Falei muito. Já chega, professora. Obrigada por me ouvir.” Levantou-se e foi embora.

Isso mostra que, na aflição, nem todos precisam de palavras de consolo. Há quem precise apenas de um espaço, de um ombro, de um abraço ou, simplesmente, de ser ouvido.

Na sua actuação profissional e de liderança, de que forma a experiência com a linguagem poética contribui para a interpretação de emoções e comportamentos dos estudantes que muitas vezes não são captados em instrumentos formais de avaliação pedagógica?

Landa Sebastião Quibata: A experiência com a linguagem poética tem sido uma ferramenta silenciosa, mas extremamente poderosa na compreensão e intervenção no universo emocional dos estudantes. A poesia, pela sua natureza, trabalha com o não dito, com as entrelinhas, com aquilo que muitas vezes não se consegue expressar de forma directa — e é exactamente nesse campo que muitos dos nossos estudantes se encontram.

No atendimento, recorro não apenas aos instrumentos formais, mas também às competências que desenvolvi na Comunicação e na arte. Ao verificar utentes que não conseguem verbalizar o que sentem, é nesses momentos que a linguagem poética e artística se torna essencial. Alinho-me muitas vezes ao mecanismo de defesa da sublimação — conceito trabalhado por Freud — incentivando os estudantes a transformarem as suas dores, angústias e conflitos em produção criativa. Quando um estudante não consegue falar, incentivo-o a escrever, a desenhar, a criar. E, a partir daí, conseguimos aceder a conteúdos emocionais que dificilmente apareceriam numa avaliação formal.

Os resultados têm sido muito positivos. Alguns passaram a escrever poesia como forma de expressão e alívio emocional; outros encontraram na arte um espaço seguro para se reconhecerem e se reorganizarem internamente. Muitos procuram o GAP não apenas por uma orientação técnica, mas porque encontram um espaço onde podem ser compreendidos de forma integral.

Há algo sobre a realidade das escolas, das equipas ou dos alunos que geres que as orientações oficiais nunca conseguem capturar ou prever?

Landa Sebastião Quibata: Não considero que as orientações oficiais sejam incapazes de captar a realidade — existem estudos, diagnósticos e programas bem estruturados. A grande fragilidade reside na implementação efectiva dessas orientações no terreno. Entre o que está previsto e o que é vivido nas escolas, há um intervalo significativo que precisa de ser encarado com mais realismo e compromisso.

Observo três desafios estruturantes que as orientações formais raramente contemplam. O primeiro é a necessidade de maior dinamismo no corpo docente — defendo a rotatividade de professores entre instituições, por exemplo a cada cinco anos, para evitar a acomodação e renovar as práticas pedagógicas. O segundo é a urgência de institucionalizar, a nível nacional, serviços de orientação vocacional e profissional desde os primeiros ciclos de ensino — actualmente, muitos estudantes fazem escolhas por falta de alternativas e ausência de orientação. O terceiro é o contexto socioeconómico das famílias — a aprendizagem não acontece no vazio, e um aluno que sai de casa com fome dificilmente absorve conteúdos ao longo de várias horas de aula. Sabemos que há 11,5 milhões de famílias a viver no limiar da pobreza — uma taxa preocupante que nos afecta directamente.

Se pudesses redesenhar o processo de tomada de decisões no sector educativo angolano para que a experiência de quem está no terreno fosse verdadeiramente ouvida, o que mudarias?

Landa Sebastião Quibata: Começaria por olhar para três dimensões: o currículo, a forma como medimos o sucesso escolar e o peso que damos à avaliação quantitativa.

No currículo, defenderia a implementação de disciplinas como Psicologia, Direito e Sociologia em todas as áreas de formação. Há temas urgentes que quase não aparecem nos manuais — nos liceus, falar de poligamia ou de questões ligadas à orientação sexual são temas que fazem parte do dia a dia dos estudantes, mas se o professor não tiver sensibilidade e iniciativa própria, acabam por não ser debatidos. Como nos lembra Paulo Freire no seu “círculo de cultura”, o ensino deve partir da realidade do sujeito.

No que respeita ao sucesso escolar, existe uma preocupação muito grande com dados estatísticos — número de aprovados, taxas de aproveitamento — e automaticamente associa-se isso à qualidade do ensino. Mas nem sempre muitos aprovados significam aprendizagem ou formação integral. O nosso sistema valoriza muito mais a dimensão quantitativa — as notas — enquanto a componente qualitativa acaba por ser quase simbólica. Temos prémios de melhor estudante em termos de notas, mas não temos premiações para melhor estudante em termos de conduta. No mercado de trabalho exige-se exactamente o contrário: não basta saber fazer, é preciso saber ser e saber conviver. Educar não é apenas formar para exames — é formar para a vida.

Enquanto líder, sentes que a tua experiência e o conhecimento que tens da realidade pesam nas decisões que se tomam a níveis superiores? O que te faz sentir assim?

Landa Sebastião Quibata: Nem sempre. A experiência no terreno constitui um recurso extremamente valioso para a tomada de decisões mais ajustadas e eficazes — mas nem sempre é devidamente considerada nos níveis superiores. Há ainda uma certa distância entre quem vive diariamente os desafios da escola e quem define as orientações mais amplas. Essa distância faz com que, por vezes, as decisões sejam bem intencionadas mas pouco alinhadas com as necessidades reais dos estudantes, das famílias e das equipas educativas.

Eme ngui muhatu wa Kulonga — eu sou mulher na educação. Para ti, o que significa ser mulher em posição de liderança na educação angolana?

Landa Sebastião Quibata: Ser mulher em posição de liderança na educação angolana significa, para mim, a correcção das desigualdades históricas e a promoção de modelos femininos de referência. Como defende Émile Durkheim, a educação é o garante da harmonia social — e sabemos que, em tempos passados, a mulher era reduzida ao papel de dona de casa e reprodutora, colocada na posição de “outro”, como defende Simone de Beauvoir.

Hoje, a mulher procura afirmar-se como sujeito — autónoma, consciente e participante activa na sociedade. Mas há uma questão que precisa de ser colocada: até que ponto as posições de liderança ocupadas por mulheres resultam de um reconhecimento real de competência ou de uma representatividade simbólica? Muitos homens ainda consideram as nossas vozes como “barulho”. Nós não queremos privilégios, nem que sintam pena de nós. Como afirma Nancy Fraser, não basta colocar mulheres no poder — é preciso garantir que tenham voz e influência. Não queremos ser marionetes, nem apenas números.

A nossa geração tem uma responsabilidade clara: quebrar as barreiras psicológicas construídas ao longo do tempo. E isso começa na educação desenvolvida em casa — reavaliar a forma como educamos os nossos filhos, evitando a diferenciação entre meninos e meninas. Temos o compromisso de formar uma nova geração que não esteja presa a discursos de vitimização, mas que saiba transformar.

Que conselho darias a outras mulheres que ocupam ou aspiram ocupar funções de liderança na educação, sabendo que vão liderar em contextos de constante mudança?

Landa Sebastião Quibata: O primeiro conselho é: conheçam-se profundamente e não tentem encaixar-se em modelos de liderança que não reflectem quem são. O segundo é não desvalorizar a própria voz — em contextos institucionais, as mulheres ainda sentem a necessidade de provar mais, de falar menos ou de recuar. Sugiro exactamente o contrário: posicionem-se, partilhem as vossas ideias, porque são extremamente valiosas. E invistam continuamente na formação — não apenas académica, mas também humana. As mudanças são constantes, e quem lidera precisa de estar em permanente construção, aberta a aprender, desaprender e adaptar-se.

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