Setembro, mês da alfabetização: um compromisso colectivo por Angola

Setembro é celebrado em todo o mundo como o mês da alfabetização, e em Angola esta data deve ser vivida com especial atenção. Alfabetizar não é apenas ensinar alguém a juntar letras, é devolver dignidade, abrir horizontes e permitir que cada cidadão participe de forma plena na vida política, económica e social do país. Uma pessoa alfabetizada tem mais possibilidades de compreender os seus direitos, de aceder a oportunidades de emprego, de cuidar melhor da sua família e de contribuir para a construção de uma Angola mais justa e próspera.
A Constituição da República de Angola reconhece a educação como um direito fundamental e obriga o Estado a criar condições para a sua efectivação. A Lei de Bases do Sistema de Educação estabelece a gratuitidade e a obrigatoriedade do ensino primário, assumindo que nenhuma criança deve ser deixada para trás. Mas, apesar destes avanços legais e institucionais, os índices de analfabetismo continuam a ser um desafio que precisa de soluções corajosas, inovadoras e sustentáveis.
É nesse contexto que surgem organizações e projectos que, com criatividade e resiliência, têm levado a alfabetização a zonas rurais, a comunidades desfavorecidas e a adultos que durante anos ficaram à margem do sistema. A Angola Aprende coloca-se entre as instituições preparadas para responder a este desafio, através da criação de manuais de alfabetização em línguas nacionais e de propostas de programas de educação para adultos adaptados à realidade angolana. Estas soluções, concebidas para respeitar a diversidade cultural e linguística do país, mostram que, quando se aposta em metodologias adequadas, a alfabetização deixa de ser apenas uma meta estatística e passa a ser uma transformação real na vida das pessoas.
Mwalua Costa

VOZES DA MISSÃO O eco de quem sabe, ao serviço de quem aprende SOBRE A MISSÃO Entre o Quadro e a Carteira: por que é urgente cuidar da saúde mental na escola Mwalua Costa é psicoterapeuta angolana, com experiência internacional no apoio psicológico a crianças, adolescentes, adultos e famílias. Actualmente residente nos Estados Unidos da América, desenvolve o seu trabalho em contextos multiculturais, com especial enfoque em comunidades migrantes, famílias em processos de reunificação e populações em situação de vulnerabilidade. Ao longo da sua trajectória profissional, Mwalua tem-se destacado por uma abordagem sensível e informada pelo trauma, centrada na criação de ambientes seguros, acolhedores e culturalmente respeitosos. O seu trabalho valoriza a escuta activa, a diversidade cultural e espiritual e a participação consciente da pessoa no seu próprio processo terapêutico, promovendo resiliência, crescimento pessoal e bem-estar emocional de forma colaborativa. A sua actuação abrange áreas fundamentais como o desenvolvimento emocional de crianças e adolescentes, apoio parental, saúde mental em contextos de migração, perdas e luto, valorização pessoal, gestão do estresse familiar, violência doméstica e abuso sexual. O seu contributo tem sido reconhecido por organismos comunitários e instituições de saúde mental nos Estados Unidos, tendo recebido prémios pelo trabalho na área da saúde comportamental infantil e participado em fóruns comunitários e na adaptação de materiais educativos. Mesmo à distância, Mwalua mantém um compromisso activo com a promoção da saúde mental em Angola, defendendo o acesso a serviços psicológicos de qualidade, prestados por profissionais éticos, capacitados e atentos às realidades locais. O seu trabalho procura criar pontes entre conhecimento especializado e práticas possíveis, com impacto real nas famílias e nas comunidades. Na missão “Entre o Quadro e a Carteira: por que é urgente cuidar da saúde mental na escola”, a voz de Mwalua Costa fará eco da sua experiência prática e de uma visão profundamente humanizada sobre o cuidado da saúde mental em contexto escolar. Através da sua voz, serão partilhadas estratégias simples e culturalmente ajustadas à realidade angolana, capazes de transformar o quotidiano de alunos, professores e famílias, inspirando uma cultura de acolhimento, prevenção e valorização do bem-estar emocional nas escolas. Conheça vozes que já ecoaram nas nossas missões Mwalua Costa Posted on30 de Maio, 202514 de Fevereiro, 2026 Juliana Candomba Posted on30 de Maio, 202514 de Fevereiro, 2026 Alzineide Cassule Posted on19 de Janeiro, 202630 de Janeiro, 2026 Sila Monteiro Posted on19 de Janeiro, 202630 de Janeiro, 2026
Juliana Candomba

VOZES DA MISSÃO O eco de quem sabe, ao serviço de quem aprende SOBRE A MISSÃO Entre o Quadro e a Carteira: por que é urgente cuidar da saúde mental na escola Juliana Candomba é psicóloga escolar, orientadora vocacional e motivacional, directora executiva do Projecto Orientando Mentes, comentadora de rádio e televisão e oradora motivacional. Licenciada em Psicologia pela Universidade Agostinho Neto, nasceu em Catashinho, província do Bié, onde, desde cedo, viveu de perto as dificuldades enfrentadas por muitos alunos e professores nas escolas angolanas. A sua trajectória pessoal é marcada pela superação de barreiras sociais e económicas — vivências que moldaram a sua sensibilidade para as questões da saúde mental e para o impacto profundo que o ambiente escolar tem no desenvolvimento de crianças, adolescentes e educadores. É a partir dessa experiência que Juliana constrói uma prática profissional assente na empatia, no compromisso social e na procura de soluções acessíveis e contextualizadas para a realidade angolana. Em 2023, fundou o Projecto Orientando Mentes, uma resposta psicossocial criada para apoiar adolescentes e jovens a posicionarem-se de forma mais saudável na sociedade. O projecto promove o desenvolvimento pessoal, intelectual, profissional e emocional dos jovens, ajudando-os a lidar com desafios como ansiedade, exclusão social, pressão por resultados, bem como com o cansaço emocional vivido por muitos professores. No seu dia-a-dia, Juliana trabalha directamente em escolas, dinamizando palestras, acções formativas e actividades de sensibilização que promovem o bem-estar e criam espaços seguros para a partilha de sentimentos, dificuldades e estratégias de superação. Defende que o cuidado com a saúde mental pode — e deve — fazer parte da vida escolar, mesmo em contextos com poucos recursos, e que cada educador e cada aluno pode tornar-se um agente activo de mudança positiva. Como comentadora de rádio e televisão, leva ao espaço público reflexões sobre juventude, educação, cidadania e saúde emocional, contribuindo para a desconstrução de preconceitos e para a promoção de uma cultura de maior acolhimento e consciência emocional nas escolas angolanas. Na missão “Entre o Quadro e a Carteira: por que é urgente cuidar da saúde mental na escola”, a voz de Juliana Candomba fará eco do seu saber profissional e da sua vivência profunda da realidade escolar angolana. Através da sua participação, esse eco traduz-se em reflexões e práticas possíveis, que mostram que cuidar da saúde mental nas escolas é urgente, viável e começa por pequenos gestos diários, colocados ao serviço de quem aprende e de quem ensina. Conheça vozes que já ecoaram nas nossas missões Mwalua Costa Posted on30 de Maio, 202530 de Janeiro, 2026 Juliana Candomba Posted on30 de Maio, 202514 de Fevereiro, 2026 Alzineide Cassule Posted on19 de Janeiro, 202630 de Janeiro, 2026 Sila Monteiro Posted on19 de Janeiro, 202630 de Janeiro, 2026