Inovar para Incluir: O Professor como Arquitecto da Transformação Educativa

A escola angolana carrega nas suas paredes a história de um povo que nunca desistiu de aprender, mesmo quando tudo parecia conspirar contra a aprendizagem. Durante décadas, o país tem investido em reformas, novos currículos, e políticas ambiciosas — mas a verdadeira transformação continua a depender de um elemento essencial: o professor.
O professor angolano não é apenas um transmissor de conteúdos. É o mediador entre o conhecimento e a vida, o elo entre a política educativa e a realidade das comunidades. Em contextos onde faltam recursos, o professor cria; onde há desmotivação, ele inspira; onde há desigualdade, ele aproxima. É por isso que afirmar que o professor é o arquitecto da transformação educativa não é figura de estilo — é uma constatação.
Falar de inovação no ensino em Angola exige desmistificar a ideia de que inovar é sinónimo de tecnologia ou de metodologias estrangeiras. Inovar, antes de tudo, é repensar a forma de ensinar à luz da nossa própria realidade. É compreender que um ensino inclusivo precisa reconhecer as línguas locais, os diferentes ritmos de aprendizagem e as realidades sociais diversas que se cruzam numa mesma sala de aula.